segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O drama das cenouras

Minha mãe me obriga a comer cenoura, que cozida não é uma coisa muito agradável. E então ela passa duas horas falando quais os benefícios um pedaço de cenoura vai trazer a sua vida.
Depois de longos minutos você desiste e acaba cedendo para não mais ouvir toda aquela história de como um cara se curou de um câncer comendo cenouras.
Eu tenho prazer em fazer as coisas, quando alguém me pede pra fazer algo eu faço como se fosse pra mim. E faço melhor do que se fosse para mim. Porém não me obrigue, eu não trabalho sobre pressão, isso me irrita e tira todo o meu talento.
Amo os domingos, inclusive ontem foi um domingo. Acordo as oito para ir à igreja, volto da igreja e a noite novamente vou à igreja. É o dia em que, fora o dia do meu aniversário, eu tenho todo o direito de não fazer nada dentro de casa.
Afinal os escravos já foram alforriados.
Ilusão. Isso não me escapa das louças.
Uma coisa que me entrega é o meu humor. Se eu estiver feliz eu pareço estar feliz, se estou irada com você pareço querer te matar, isso é bem natural. Por isso acho que não consigo ser falsa. Talvez sínica e irônica quando necessário, mas nunca falsa.
Eu fico achando graça no intervalo do colégio como existem pessoas interesseiras. Que se juntam perto dos populares, puxa o saco deles, se veste como eles e só falta lamber o chão que eles pisam. Pra quê? Para serem os “amigos” dos caras. Isso é tão patético, tão... Sem personalidade.
Os poucos amigos que tenho, são meus amigos. Brigamos, rimos e brincamos na medida certa. E somos muito felizes tendo que disputar a fileira da cantina, sem ter alguém que faça isso por nós.
Seja autêntico!

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Um jantar, um risoto e um pretendente...


Coloquei as chaves sobre o centro da sala, tirei os sapatos, joguei a bolsa no sofá e corri pro banheiro. Como a lei da gravidade, sempre que estamos perto de casa da vontade de fazer xixi. Enfim, estava com pouco tempo, tempo para preparar um jantar que fisgasse o coração do novo pretendente, nem que fosse através do estômago.
Tinha marcado para as sete, e sai do trabalho às cinco e meia, para conseguir chegar as seis em casa, no mínimo. Pelo caminho, encontrei um restaurante italiano, onde entregava seu jantar a domicilio.

Perfeita opção! – Pensei comigo mesma.

Mas entendi que se fosse para começar um novo relacionamento, não poderia ser com mentiras. Porque obviamente eu iria dizer que tinha preparado o jantar com todo o amor ao invés de admitir que o comprei no restaurante da esquina.
Então passei direto, e disse a mim mesma: Regina, hoje tu vai ter que aprender a lidar com o fogão.
A palavra “nunca” séria um exagero, mas raramente eu cozinho alguma coisa. Então fui ver se ainda sou capaz de fazer o prato típico da família, o risoto de bacalhau.
Liguei o som, coloquei aquele CD que dá um climinha legal, peguei os ingredientes e os coloquei sobre a mesa, e dei uma olhada no livrinho de receitas da vovó, só pra garantir.
Depois de todo o trabalho feito, parecia que sairia um bom resultado, coloquei no forno e fui arrumar minha roupa. Fiquei indecisa entre o vermelho(sexy) ou o pretinho(básico), como toda mulher hoje em dia, nessa altura do campeonato, causar uma boa impressão é o primeiro passo para o altar. Apesar de não estar pensando em casamento.
Faltava menos de meia hora para ele chegar e eu ainda estava escolhendo o modelito certo no quarto, quando senti um cheirinho estranho.

- Não Creioo!!

Sim, era o risoto. Queimado. A cozinha estava numa fumaceira só, e eu quase chorando. E agora, não dá para fazer outro! O jeito é... O restaurante Italiano.

- Uhum, que delícia! Tu cozinhas bem.
-Ahh... Obrigado! Fiz com todo carinho, pode ter certeza, especialmente para você.


Não tem jeito,
uma mentirinha saudável faz parte da vida.
Ou você mente, ou você perde a chance de uma noite só sua.
;)

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