Um ET em sua cozinha
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Em constante aprendizado.
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Cá estou eu, sem saber se digo sim, ou talvez.
“Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure.”
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No finzinho da tarde estava voltando pra casa, quando avistei no chão do passeio um passarinho. Parecia estar morto. Oh coitadinho! Como será que ele morreu?Marcadores: minhas crônicas o/
Sonhei com você, um sonho um tanto que estranho. Você parecia fugir de mim, ou era eu? Bem, isso não é de tamanha importância, só sei que era uma confusão e nós não nos encontrávamos. Lembro que minha mãe não consertara a calça que eu usaria ao teu encontro e isso me aborrecia intimamente, eu chorava e gritava com ela: “Por que, por que nada do que eu peço você faz?!” chorando feito uma bezerra desmamada(sabe como é sonho), parecia que era a única calça existente na face da terra e que outra roupa não seria tão adequada àquela ocasião.
Eu sabia que era a primeira e última vez que você veria para cá, e que eu realmente precisaria te encontrar, mas a onde? Quando?
Sempre me perdia.
Vários desencontros.
Até uma hora em que desisti. Mesmo sem a calça jeans eu queria te encontrar, não podia perder aquela oportunidade de te ver pela primeira vez. Sentei num banco de uma, aparentemente, sorveteria e ali fiquei pensando que tudo aquilo não servira pra nada. E de repente você vem em minha direção, sem ter certeza se era eu aquela individua mal arrumada, senta em outro banco e diz algo que não me recordo, e então eu solto um sorriso aparentemente para disfarçar a tristeza que passara no instante em que te vi. Porém, para o aborrecimento geral da nação, eu acordei. Antes mesmo de ter respondido a algo que você dissera. Pelo menos eu ouvira a sua voz.
E isso me fez lembrar que minha mãe não concertará a minha calça tão cedo.
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Caramba, como isso pesa! Acordar tão cedo pra ir trabalhar. Quer saber!? Hoje eu não vou, um dia sem trabalhar não mata ninguém, fortalece. Irei ficar aqui na caminha com o Rock tirando um cochilinho porque eu mereç... Dormi.
Sonhei. Acordei. Cabeça doendo. E no telefone a Geisi, secretária do patrão pedindo explicações do meu chá de sumiço. Que aliais é tiro e queda. Nos outros dois dias que viriam eu não sabia, mas iria dormir como uma bela adormecida. Não sei o que estava me dando. Cansaço talvez?!
Eu podia ver nos olhos do Rock a acusação, ele não comia direito e hoje sua ração tinha acabado.
Então, me levanto e abro a geladeira, tudo vazio. Como eu pude deixar isso acontecer? Nem to de dieta.
A secretária de novo e desta vez ou eu aparecia eu ele me demitia. Triste fim, tudo ia terminar assim? O rock não dizia uma palavra, já estava sem forças e minha cabeça ainda latejando. A única coisa que sobrara era um atum enlatado, e Rock não era nenhum gato, mas bem que eu tentei alimentá-lo. Tinha que tomar uma providencia, então fui ao medico, que me agnosticou preguiça. Não! Como eu, sempre tão atento ao trabalho poderia ter dormido cinco dias em carreados?!
Tinha que passar no trabalho, dar explicação daqueles dias tão bem dormidos e cochilados. A Geisi não acreditou. Me esculachou. E disse que era melhor eu inventar uma história bem elaborada. Patrão nem deu bola, me abraçou antes de qualquer palavra, ele pensou que eu estava doente o que não desmenti já que tinha ido ao médico, disse ser apenas uma virose e ele tão bobo acreditou. Ficou feliz, afinal não era fácil achar o melhor empregado do departamento que agüentasse dez anos com o mesmo pagamento. Apesar dos pesares voltei pro trabalho, pra minha vida e pro meu cachorro. E descobri que... viver é melhor que sonhar.
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É, essa é a minha cara. A cara de mais uma pop star qualquer sem maquiagem, um ser normal e patético. Cansada, é com isso que meu marido vai acordar, não com uma cantora bem sucedida, mas com uma profissional explorada.
Rsrsrs parece sacanagem.
Todos querem estar onde estou, lutei pra isso e consegui. O pior é que eu todos os dias me lembro que tenho que sustentar isso.
Lembro-me também de todas as vezes que tive vontade de peidar na TV ou durante uma entrevista. E das vezes em que chorei quando vi fotos minhas deprimentes na internet.
Sim, o meu tempo livre é gasto no psicanalista e no cinema.
Acho tão ridículo essas meninas quererem ser iguais a mim, ou a qualquer outra celebridade. Covers? Não é esse o nome? Num já basta uma eu no mundo não?
Todos os dias quando acordo eu tenho que olhar pra minha cara no espelho e quando saio na rua ainda tenho que dar de cara com uma menina “vestida de mim” gritando feito uma louca o meu nome e ainda tenho que sorrir. Bem que eu podia dar um toque naquela girl:
-Que é isso bem? Você não tá legal, tá patética.
Uhm, um dia eu ainda faço isso. O.o
Quando chego a minha casa morta e deprimida nem uma coca eu posso tomar(muito menos um Uísque), só se for quente. Sabe né? Minha voz, minha gloriosa voz!
Se já tive vontade de tragar uma droga de um êxtase? Sim. Agora mesmo, por exemplo.
Não sou um modelo a ser seguido como pensam, meu cabelo é sem brilho, tenho celulite, estrias, manchas de acne, perebas, remela e defeco sempre que meu estômago acha necessário, como uma pessoa normal.
Maquiagem, cabeleireiro e estilista, isso tudo é marketing querida.
Não estou só cansada de trabalhar, mas cansada do trabalho.
É bom ser famosa, tem seu lado interessante, mas quando se passa dos 15 minutos de fama você enjoa, cansa e é tédio pra tudo que é lado.
E você não pode chingar ninguém se não vai parar no youtube.
Tô pensando em largar essa minha carreira, quem sabe não viro gente e volto a sorrir.
Eu sou Lily e quero dormir.
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-Vamos lá, temos a noite toda pela frente!
Foi o que li nos olhos do meu Poodle. Sim, delírio, foi o que pensei de primeiro momento. Já estou nos meus 75 anos, viúva e solitária. Minhas noites são quase todas assim, na varanda, a observar a lua, que tanto se parece comigo.
Sabe, quando chegamos nessa idade, temos somente de pensar em como iremos morrer. Parece engraçado, mas amedronta. Já presenciem muito de meus amigos e parentes morrerem de velhice e nem todas eram tão rápidas ou quando estavam dormindo como pensam. Muitos entrevavam, passavam por varias cirurgias, aquela agonia, mas que no final não adiantava em nada.
- Vamos pra onde Luck?! Há essa hora?
Talvez eu já esteja ficando gá gá. Mas agora me deu, de repente, uma vontade de sair por essas ruas com o meu cão, sem medo de ladrão nem escuridão. Sim, uma noite de aventura, por que não?
É maldade dizer que os velhos já estão mortos. Tantas crianças, adolescentes e jovens que vi nascer, já morreram. Morreram antes da tia aqui.
Deus é irônico.
E com essa ironia ele faz a justiça. Não! Não estou falando dos novos morrerem antes dos velhos. E sim da vida. De como o mundo dá voltas. De como o rico fica pobre e como o pobre fica rico.
Saímos em direção a leste. Devagar, sem pressa de voltar. O luck parecia que realmente queria passear está noite. Estranho, ele é tão quieto, malmente me informa quando quer fazer suas necessidades.
O tempo foi passando. Paramos em uma praça. Vimos quase ninguém. Interior é assim mesmo, passou da meia-noite a cidade para. Engraçado.
No banquinho da praça dei uns biscoitinhos ao Luck, que agora, sentado em meu colo começara a brincar com a minha mão. Nem sei q horas era só sei que a noite estava uma delícia, clima gostoso. Mais umas horinhas ali e voltamos a caminhar para casa. Passos lentos. Sem pressa. O luck estava aceso como nunca. Pareceu bem contente com a noitada.
Mais alguns minutos e chegamos
Ele estava com uma carinha de cansado.
Entramos, liguei a luz, fechei a porta e fomos para meu quarto, ultimamente ele estava esquentando meus lençóis, minha única companhia. Então, quando fechei os olhos, o Luck fechou os deles também, a noite parecia sim, pela
primeira vez, uma criança. Inocente, tranqüila, linda e nova.
E desse sono, nunca mais acordei. Mas te juro, que foi infinito enquanto durou.
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