segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

170 milhões


Esse momento merece uma trilha sonora:

Billionaire - Bruno Mars 
Não, não fui a felizarda da Mega Sena. Até porque eu não jogo, só minha mãe mesmo. Eu sei, eu sei, as chances dela ganhar a bolada é a mesma de um chimpanzé dançar conga La conga no Festival de verão. Ou seja, quase nenhuma. Mas quem sabe? Hoje em dia há macacos que interagem bem mais que seres humanos. 
Voltando ao momento “se eu ganhasse os 170 milhões”... 
O que fazer com tanto dinheiro? Disse minha mãe que doaria metade à caridade (a metade? Sei...). Acho que a primeira medida seria mudar toda a família de endereço. Sei lá, hoje as pessoas matam por quarenta centavos, quanto mais por 170 milhões. Mudando todos de endereço, a segunda medida seria ordenar gado. Comprar uma baita fazenda (êh sô!). Com vacas, bois, patos, lagos, riachos, etc. E claro, entre esse meio termo, iria ao shopping só pra fazer umas comprinhas básicas. Carros, imóveis, guarda-roupa, tudo novo. Não se esquecendo de abrir algum negocio. Não só para render a grana, mas para trabalhar mesmo, porque ficar parada envelhece. Fora que só os juros do dinheiro no Banco sairia, em média, um milhão de reais por mês. Nada como um salário desses. 
Mainha iria obrigar a todos da família a fazer uma faculdade. Porque ninguém merece ser rico burro. 
 E você o que faria com essa bolada toda? 
E se depois dessa você voltasse a ficar pobre um dia, meu bem, você merece a cadeia.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Maturidade

imagem: limiluh.tumblr.com
Às vezes dá vontade de abrir a boca e botar pra fora tudo que penso, tudo que sempre ficou emperrado na garganta. Como a queima de fogos no Réveillon depois da contagem dos últimos segundo do ano. Mas eu nunca solto os fogos. Não quero que mais tarde eu seja culpada pelos vestígios que saiu pegando e queimando a platéia. E eu sei que sairei como a culpada. Já virou clichê. 
Não sei o que as pessoas pensam de mim. Também não quero saber. E queria muito que elas guardassem isso para elas mesmas. Não, Deus não me deu uma ordem antes de vir a terra dizendo: 
- Seja agradável e simpática com todos. Não deixe ninguém odiar você. Agrade a gregos e troianos. E nunca pense em mandar alguém se F.. Por mais estupidamente agressivo, tosco e burro que ele seja. Para que permitem sua estada na Terra. 
Sociedade consumista, usurpadora! 
As pessoas precisam aprender a serem menos egoístas. E a cuidar de suas próprias vidas, olhando para seus umbigos sujos. 
A questão é essa. Ninguém é perfeito. E ninguém nasceu para agradar ninguém. Só os cegos (no sentido figurado) andam, comem e defecam para agradar àqueles que malmente sabem seu nome, ou melhor, nem se importam em saber. 
É .. Eu me pego às vezes tentando não enlouquecer com tudo isso. Até que vejo meu cachorro soltando a ração triturada por seu estômago no tapete do vizinho. E então vem a questão: Será que ele faz isso de propósito, por que o vizinho vive reclamando de seus latidos? Ou por que simplesmente o tapete do vizinho está meio úmido e ele pensa ser perfeito para a privada do dia? 
Talvez ele não esteja nem aí pro vizinho e quer mesmo é soltar o que está preso. Vai saber. Cachorros sempre são mais maduros que muitos humanos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Formigas

Acordei meio revoltada. Ontem a tarde formigas mutantes e assassinas (não esquecendo de mencionar vampiras também) picaram/ou morderam meu pé. E hoje meu pé amanheceu inchado, como se eu fosse virar uma espécie de Super Girl com esse veneno veloz.
O fato é, que não deu para calçar as havaianas.
Fui ao Parque rodar, balançar o esqueleto (e sacudir o coração). Adrenalina é bom. É como se você estivesse a ponto de ser jogado do brinquedo e virar patê. Claro, que isso não passou pela minha mente em momento nenhum, eu acho. Mas talvez tenha passado na mente da garota que estava a minha frente com os olhos fechados e balbuciando coisas. Que não deu pra entender, pois eu estava mais preocupada em gritar: Uhuuu ! 
Domingo, segundo dia do ano já começando com maçãs do amor.
É bom ter esperanças, como diz a velha ladainha, "a esperança é a última que morre". Esperanças aqui em casa aparecem direto. Eu moro na roça.
 Nessa virada de ano não fiz promessas, mas estabeleci metas, entre elas o compromisso de estudar mais, e mais, bem mais. Ler mais. Comer mais também. E tentar ser uma pessoa mais concentrada. Espero conseguir alguma dessas coisas.
Meu Deus, como eu sou péssima em lidar com conflitos. Principalmente familiares. Espero crescer sentimentalmente também. Se é que isso é possível.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Tatuagem


"Tatuagem é o símbolo de arte de algumas tribos. Mas que hoje em dia todo mundo usa, transforma e cria seus próprios símbolos. O mundo bagunçou! Eu sempre achei bonita tatuagens decentes.
- E se eu fizer uma tatuagem mãe? 
Depende. O tamanho, o significado e a onde. Se fosse uma de florzinha ou bonequinha... Deixaria por causa do seu comportamento, até porque não acho que tatuagem mude o caráter de alguém."
Dona Rita, minha mãe. 
Minha mãe sempre foi o tipo de pessoa que nunca condenou tatuagens, mesmo nas décadas de 80 e 90, quando curtia, Tina Turner, Michael Jackson e Sidney Magal. Além de que hoje em dia ela fala em fazer uma com todos os seus filhos de bonequinhos de palito. Uma gracinha. Tentamos tirar isso da cabeça dela, ou apenas pensamos em tirar. O fato é que ela ainda não foi ao tatuador.
A tatuagem, como todos já conhecemos, é a arte de introduzir sob a pele substâncias corantes para produzir desenhos ou caracteres geralmente indeléveis (que não se pode apagar). Muitos artistas modernos as possuem, como:

 um papai meio Reggaeiro que
tem tatuado o mestre do Raggae, Bob Marley.
 Têm várias. Ela curte tigres, coordenadas geográficas, frases em Latim, etc.
Também tem algumas, entre elas, um golfinho no cofrinho, 
e a primeira letra do nome de Sasha, um S.

Se eu for fazer alguma tatuagem um dia, quando tiver coragem e maior idade, será duas cerejinhas atrás da orelha esquerda, onde o meu perfil é mais bonito. Nada de coisas grandes ou chamativas. Não quero bagunçar com nada.

Opiniões de Terceiros:
“Eu gosto muito. Acho um ato ao mesmo tempo cultural e rebelde. Você queima a sua pele como um ato de representação, uma marca na sua vida. Também no sentido de desapego. O corpo é material e, logo, temporário. Portanto, acaba sendo uma visão de que somos maiores do que representamos. E as marcas são excelentes amuletos de lembranças.”
Flávio Croffi, Jornalista e Paulistano, tem a Trindade Celta tatuada


“Não vejo a tatuagem em si como pecado, só se ela escandalizar os irmãos da Igreja. Paulo fala que devemos evitar fazer algo que possa escandalizar os irmãos. Como você acha que o pessoal da igreja iria reagir?”
Maykon Camargo, Pastor da Igreja Presbiteriana.


E você, caro ou barato leitor, tem alguma tattoo? Já quis ter? Tem medo de agulhas?
Compartilhe conosco a sua opinião!

Que venha 2012 !

Cheio de boas vibrações!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mamoeiros


Não posso acordar tarde, minha cabeça fica como um mamão suicida, pesando o mamoeiro de um lado para outro.
E minha mãe só berrando para que eu acorde logo, porque levantar, tomar café, sentar no sofá e ligar a TV não é acordar é sonambulizar.
Sonhei que eu era testemunha de uma chacina, e tinha provas do principal criminoso, tanto que este vinha atrás de mim para acabar com as provas (e com a testemunha). Acabei morrendo no sonho.
Na verdade nem sei se eu morri mesmo, posso ter sobrevivido, eu acabei acordando antes de ser levada ao hospital.
Meu Natal foi maravilhoso, com uma família escandalosa como a minha só temos motivos para rir mesmo. Muitos presentes, muita comida... Na verdade o melhor do Natal é o seu preparo, a sua véspera. É como o Ano Novo, só a espera do Réveillon já é empolgante.
Minha mãe diz que bom mesmo é o suco de cascas de abacaxi que ela está insistentemente tentando me obrigar a beber. O fato é que eu nunca vi o Papai Noel. Esses impostores de shopping nunca me convenceram.
Mas minha avó contesta, diz que realmente existiu o velho Nicolau, que tinha um enorme coração solidário, mas que não gostava de levar todo esse mérito, por isso nos Natais se vestia de velhinho, com um monte de roupas para não ser reconhecido e assim presenteava crianças pobres com brinquedos.
Hoje em dia ainda existem bons Nicolais que não se vestem de vermelho, mas ainda assim fazem crianças sorrirem. Ainda acredito que aja mais pessoas boas do que más no mundo (presumo eu).

Gostaram de minhas madeixas azuis? hehe,

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Só sei.. Acho que nem sei

É tão bom fazer algo que a gente gosta, parece que tudo flui mais fácil. É como quando você convence uma pessoa, que está interessada em um produto, que esse produto é o máximo e será muito útil a ela (sim, já convenci pessoas a comprarem coisas). Falando nisso, estive fora por uns tempos porque estava trabalhando. O mundo real é muito real. As pessoas são mais chatas do que eu havia imaginado. Eu vivo afirmando que o mundo é metódico, mas é péssimo confirmar isso. Como dizia Sócrates, “Só sei que nada sei” e realmente eu não sei e nem quero saber. Não querendo falar mal da vida dos outros, ou apenas falar da vida dos outros, mas já citamos os “outros” tantas vezes que não custa nada comentar sobre seus carros mal lavados. As pessoas levam a vida muito a sério, não a vida, vida mesmo, mas a vida perfeita. Idealizada. Outros não levam nada a sério, se a arriscam a novas loucuras o tempo todo, e enlouquecem a língua de senhoras da vizinhança. Há ainda os que nem sabem o que significa essa palavra tão repetida nesse texto filosófico chato.
Pelo menos essas ainda têm chance de ocupar ou reescrever o espaço que ainda está em branco no seu glossário humano. Chances. Palavra perturbadora e esperançosa. Estou falando muito de palavras, isso já ta virando clichê. E, não estou gostando disso. Por isso vamos ficar por aqui. Quem sabe no próximo texto eu fale de milhos. Milhões de milhos.